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Evoluindo e Florescendo

 Você já pensou sobre isto?

Eu não gosto de hospitais, mas às vezes acontecem situações que nos obrigam a ir até um... Minha mamãe quebrou o braço, e disseram que ela iria precisar operar. Nos encaminharam bem cedo para o hospital. Chegando lá, ficamos esperando quase 5 horas para ela ser avaliada, se realmente iria operar ou não.

Nesse tempo, entre muitas angustias e medos, em um exercício de presença plena, comecei a refletir sobre nossa fragilidade como humanos. Estava no setor de traumas, muitas pessoas machucadas, cada uma com uma história, cada uma com uma dor.

Algumas pessoas conseguiam fazer pequenas coisas sozinhas, outras estavam totalmente dependente de seus acompanhantes. Braços e pernas quebradas, cadeiras de rodas e dores. Pessoas que vieram de outras cidades, estavam lá desde cedinho, com fome, com sede, com medos.

Então comecei a notar um padrão: Mulheres machucadas estavam acompanhadas de seus filhos e filhas ou de outras mulheres. Com exceção de 3, que estavam acompanhadas de seus maridos e apenas 1 estava sendo bem cuidadinha por ele, que fazia carinho, trazia água e perguntava como ela estava se sentido. Já os homens machucados estavam acompanhados de suas esposas e namoradas, que em sua grande maioria fazia de tudo para que ele se sentisse o mais confortável e bem possível.

Veja, passaram mais de cem pessoas pela minha vista, e sempre a mesma coisa. Nós mulheres somos ensinadas a cuidar, a ser forte, a servir, a estar aqui para o outro/a.

Mas, porque os homens não estavam lá com seus filhos ou acompanhado de seus amigos ou pais?! Porque é que o cuidado ainda está focado na mulher?

Nós somos a maioria em trabalhos que envolvem o cuidado do outro, somos ensinadas desde pequenas a cuidar de nossas bonecas, de nossa casinha, de nossos ursinhos.

Então me veio uma pergunta na mente: E quem cuida de quem cuida?

Você já parou pra pensar em quantas mulheres estão sobrecarregadas, porque elas cuidam de todos, de tudo, quer dar conta, quer abraçar e acolher o mundo... E muitas vezes não é só uma questão de querer, é uma questão de sentir que precisa ser assim.

Essas mulheres se exigem ao infinito e acabam esgotadas em muitos sentidos. Eu não vim aqui dizer a elas que não é possível dar conta de tudo, porque mesmo tendo clareza disso, ainda não consegui convencer muito bem nem a mim mesma disso rs, vim trazer apenas a reflexão:

Cuide de quem cuida de você, seja uma mulher, seja um homem. Cuide desse ser humano que te acolhe, que você pode contar. Porque muitas vezes, essa pessoa que te cuida pode estar precisando muito de cuidados, mas como "precisa" ser forte, não admite nem pra si mesma que precisa disso.

Ahh sobre a história de minha mamãe, depois de um total de 7 horas no hospital, ela vai precisar mesmo operar. Ela é uma mulher que cuida, mas que tem quem cuide dela também, então, tenho certeza que vai dar tudo certo!

Visto que nossa vida começa e termina com a necessidade de afeto e cuidados, não seria sensato praticarmos a compaixão e o amor ao próximo enquanto podemos?  

(Dalai Lama)

novembro 27, 2020 No comentários

 Você sabe onde encontrar?

Estava assistindo uma palestra da maravilhosa Monja Coen, quando ela fez a seguinte pergunta:

- Na vida, você sabe os remédios que curam você?

Em tempos de Pandemia, medos e angustias, podemos saber bem o que pode nos deixar doentes, física e emocionalmente. E mesmo antes disso tudo acontecer, já sabíamos. Algumas vezes ignoramos, deixamos esse assunto de lado, fingimos que não é exatamente aquilo, mas no fundo... Com certeza sabemos.

Eu, por exemplo, sei muito bem que um fim de semana de fast foods, frituras e gorduras irá me fazer ter crises de refluxo, vou sentir um bocado de falta de ar, precisar de um remedinho e dormir praticamente sentada. Perceber isso foi fácil, o que não é nada fácil é aceitar rs.

Assim como assistir TV. Uma TV cheia de más notícias, com muitos vieses e manipulações, tem programas que deixam a gente depressiva só na chamada da entrada.

Atitudes grosseiras, excesso de rigidez, preconceitos, falta de empatia...Isso me faz muito mal.

Veja, enquanto eu detalho aquilo que me faz mal, você pode estar pensando em quais são as coisas que te fazem mal também, que podem te adoecer, é fácil encontrar o que nos desagrada né? 

Agora vamos para a pergunta da Monja: O que te cura, o que me cura?

Parei pra refletir sobre isso e só de pensar nas coisas que nos curam, o coração já fica quentinho, nos sentimos bem e feliz.

Minha família me cura, meus amores me curam, um romrom seguido de uma boa passadinha de costas na perna (coisas de minha gatinha Ari) me cura, uma boa conversa com os amigos me cura, um chá quentinho com pão de queijo em um dia frio me cura, um açaí com muita coisa misturada em um dia de sol me cura, um bom livro, a arte, a música...

Mas, às vezes todas essas coisas fáceis de encontrar não bastam para a nossa cura, precisamos de mais, precisamos de algo mais ativo, neste caso, uma atividade física pode curar. Já teve um dia complicado e foi dar uma caminhada longa? Pensa em um alívio que da depois da rota terminada.

Pode ser corrida, exercícios, Yoga, dança, qualquer coisa que coloque o corpo em movimento.

Pode ser que a cura precise ser aos pouquinhos, em doses que precisaremos administrar. Então vamos para a terapia... Ahh uma das minhas curas preferidas. Se conhecer, se desafiar, desbravar o seu eu.

Temos também a acupuntura, uma nova experiência que estou amando vivenciar, me pergunto todos as sessões: Como agulhinhas que espetam aliviam as dores? rsrs.

Orações. Muitas pessoas encontram a sua cura em uma boa oração, pode ser feita por ela, pode ser feita em vibração pelos amigos, pelo padre, pelo pastor, pelo palestrante, não importa o intermédio.

E se juntar várias dessas ai em cima? Aí fica top!

Mas, não há receitas prontas para as nossas curas, nem nada mágico e imediato. Nesse caso, precisamos contar com nosso velho aliado autoconhecimento, é com ele que você conversa para saber onde está a sua cura de hoje, de agora. Para saber quando buscar novas ferramentas, quando precisa buscar ferramentas externas, quando buscar ferramentas profissionais.

O importante é saber que todos nós podemos encontrar as nossas curas e que elas são individuais e muito particulares, então cabe a você se perguntar: Na vida, quais são os remédios que curam você?

"...Vivo minha cura cada vez que uma lágrima cai. E cada vez que é difícil conter o riso. Quando sinto o vento no rosto e o abraço sincero de um coração que pulsa no mesmo embalo que o meu.

Sinto cura por me permitir ser vulnerável. Por poder ter medo...

Sinto cura por não viver de passado e nem condicionada aos acontecimentos futuros. Sinto cura por perceber que o julgamento diz mais sobre quem o faz do que a quem se direciona. E a cura invade meu coração cada vez que fecho os olhos e, numa prece silenciosa, sinto gratidão por estar exatamente onde deveria.

E sem garantias...

Busque diariamente a cura que habita em você.

Porque a cura está. A cura já é"

AnaMi 

novembro 20, 2020 No comentários

 Onde vivem? O que comem? 


Sem motivos conhecidos pela ciência, em torno de 10% da população são canhotas. Antigamente, ser canhoto era mal visto, ameaçador e já foi até considerado bruxaria (incrível a capacidade humana de condenar o diferente né :( ) .

Em alguns filmes antigos são retratados o desconforto de um pai que via seu filho apresentando características que seria canhoto, impedindo a criança de utilizar a mão esquerda, tentando de todas as formas obrigar a criança a se tornar destro.

Até que vieram os estudos e a ciência para explicar que ser canhoto não é uma questão de escolha, é uma questão cerebral e que forçar uma pessoa canhota a ser destra pode trazer inúmeros prejuízos nos processos de aprendizagem.

Quando a Vi era pequena, já apresentava sua preferência por usar a mãozinha esquerda (o que nós sempre achamos muito fofo), embora usasse as duas para muitas coisas. Mas em uma brincadeira aqui em casa sobre cortar coisas, eu parei para observar como o mundo não é nada inclusivo para os canhotos.

E você pode achar que não é nada muito difícil, mas pergunte a um canhoto como é a vida deles? Um mundo feito para destros, onde eles que se adaptem...

Já tentou cortar algo com a mão esquerda? A tesoura é feita para a mão direita. Simm já temos algumas tesouras específicas para canhotos, mas como diz minha irmã: Não tem da Barbie ou do Homem Aranha, como as tesouras para destros.

Abridores de lata, cadernos espiral, portas de geladeiras, instrumentos musicais, saca-rolhas, torneiras, maçanetas, ter que pesquisar softwares para adaptação de eletrônicos e muitas vezes não encontrar nada ou algo muito raso na internet...

Carteiras escolares... eu me lembro que nem sempre tinha a carteira (aquelas que é só com o braço) para canhotos, e quando fiz o teste de sentar em uma dessas, era bem desconfortável para mim que sou destra, sentar na "carteira errada". 

Minha irmã passou por isso inúmeras vezes, provas para Vestibulinho, em escolas importantes e reconhecidas sem carteiras para canhotos, e sabe o que acontecia, ela ficava com vergonha de pedir a carteira para ela. Sala cheia, todo mundo esperando em silêncio e a canhota ia dizer que estava com a carteira errada?! Veja, ela se sentia envergonhada em incomodar e para isso fazia a prova toda torta... porque o canhoto que se adapte :(

Mas, não só de tristezas vive um canhoto, de acordo com a ciência, eles podem ser mais criativos que os destros, tem uma estrutura cerebral mais flexível e simétrica, tem maior facilidade com esportes de confronto visual frente a frente como tênis e box, ter facilidade para ler de cabeça para baixo. 

Já parou para pensar sobre isto? Te desafio a passar um dia usando a mão esquerda por onde for, para sentir levemente como o mundo é feito somente para um tipo padrão de pessoas. 

Estamos falando aqui, muito superficialmente sobre como precisamos melhorar quando o assunto é inclusão, que é muito mais amplo e complexo e abrange muitos setores e atividades do dia a dia.

"Como as aves, as pessoas são diferentes em seus voos, mas iguais no direito de voar."


novembro 13, 2020 No comentários

Você reconhece quando vê? 


Eu adoro dar presentes, pensar na pessoa, em como ela vai se sentir, em tudo o que ela significa. Se possível gosto de fazer com minhas próprias mãos. Ahhh o tempo, seu bem mais precioso, dedicado a escolher/fazer um presente pra alguém... 

Também amo ganhar presentes, quem não gosta né?! 
Gosto de todos os tipos, os de comer, os de beber, os de enfeitar, os de vestir rsrs 

E hoje, nós vamos falar de um tipo de presente que não tem preço, aquele que é único, precioso e que não se compra. 

Desde que eu iniciei meus estudos de violino, eu presenteio algumas pessoas com música, acho que é um presente tão lindo, tão dedicado, tão entregue. Uma das primeiras pessoas a quem eu presenteei com uma música foi minha irmã. Toquei a música "Fico assim sem você (Claudinho e Bochecha)", na festinha surpresa de 15 anos dela. Foram meses de ensaio, porque não era mesmo uma música fácil e eu muito iniciante. Então, eu não dei apenas aqueles minutos da música pronta, mas todas as horas de estudo, todo o meu tempo, dedicado com muito amor. 

E eu já ganhei tantos desses presentes... 

Cartinhas e bilhetes, já ganhou um desses? Linhas escritas dedicadas inteiramente a você, sentimentos através de palavras, que pode você guardar, não é demais? 

Doces, cocadinhas, chocolates, representando toda a felicidade que aquela belezinha despeja em seu cérebro a cada mordida. Ahh já ganhei metade de uma marmitinha de chocolate, seguida de um cochicho: "Deixei pra você lá na geladeira" (em um dia de trabalho qualquer, ela poderia ter comido sozinha, que fofa) 

"Fiz seu prato preferido, vem comer!", quem já ouviu essa frase e entendeu o tamanho desse presente.

Em meios aos presentes de casamento, ganhamos um cristal, que representa a pureza, a paz e a tranquilidade. 

Um pen drive (contendo as falas e as carinhas mais lindas, com os desejos mais sinceros que meu coração poderia receber) junto com uma carta incrível. 

Ganhei tacinhas que foram presente de casamento da minha tia, elas tem mais de 40 anos, e ela foi me dando um par por aniversário...olha que precioso essa simbologia. 

Um papel de carta da coleção de uma querida e nele, um poema. 

Um macaco de pelúcia que era de um amigo. Já ganhou esse tipo de presente? Era dele, ele adorava e me deu... 

Um porta retrato feito de capinha de CD (todo trabalhado na arte), com fotos de nossas viagens juntos.

Uma mensagem: "Vi esse filme/série/curso e lembrei de você, assiste lá e vamos conversar sobre ele depois"

Flores, vasinhos, suculentinhas, pés de temperos, colares e pulseiras feitos a mão!  

Ahhh cada presente desses é um suspiro, dentro de cada um, vem um turbilhão de sentimentos, tanto amor, são tão preciosos. Veja que a simbologia, a importância, a situação é quem faz a grandiosidade do presente.

Quanto tempo faz que você não presenteia alguém com algo simbólico e infinitamente amoroso? 

Bora fazer mais isto?!


"O maior presente que você pode dar a alguém é o seu tempo. Porque dando o seu tempo, você estará dando uma parte da sua vida que nunca mais vai voltar.."
Kaayke Fox

novembro 06, 2020 No comentários
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Adoro conhecer, conversar e ler, observar também através dos olhos das outras pessoas e conhecer outros mundos!
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Técnica em Informática, artesã, enófila e estudante de violino
Gosto muitoo de comer e de filosofar sobre a vida, se puder filosofar comendo, melhor ainda rsrs ;)

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